Carta 29

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Presença de católicos no governo de países

Aqueles que dedicaram a própria atividade à vida pública devem se sentir instados a não se absterem de trabalhar em todos os regimes, mesmo naqueles não informados pelo sentido cristão, a menos que a Hierarquia Ordinária do país dê outro critério aos cidadãos católicos. Porque a consciência não vos permite deixar que governem aqueles que não são católicos, pois, mesmo nas circunstâncias mais adversas para a religião, vós sempre podereis evitar que se cometam males maiores.

52b.

É aconselhável que não abandoneis o campo em nenhum tipo de regime,81 mesmo que por isso sejais injustamente taxados de colaboracionistas. Meus filhos, mais ainda se estamos falando de nações de maioria católica, seria incompreensível se não houvesse no governo católicos praticantes e responsáveis e, portanto, membros das diferentes associações de fiéis. Caso contrário, poder-se-ia dizer que esses católicos não são nem praticantes, nem responsáveis, nem católicos, ou que a Igreja está perseguida.

52c. Empenho em estabelecer leis justas

Quando vos for necessário participar de tarefas de governo, fazei todos os esforços para estabelecer leis justas, que os cidadãos possam cumprir. O contrário seria um abuso de poder e um atentado à liberdade das pessoas: deformaria suas consciências, e além disso, nesses casos, elas teriam o perfeito direito de deixar de cumprir tais leis, que só o seriam de nome.

52d. Respeitar a liberdade de todos

Respeitai a liberdade de todos os cidadãos, tendo em vista que o bem comum deve ser compartilhado por todos os membros da comunidade. Dai a todos a possibilidade de elevar suas vidas, sem humilhardes uns para elevardes outros; oferecei aos mais humildes horizontes abertos para o seu futuro: a segurança de um trabalho remunerado e protegido, o acesso à igualdade de cultura, porque isso — que é justo — trará luz às suas vidas, mudará seu humor e facilitará que busquem a Deus e as realidades superiores. Filhos da minha alma, não esqueçais, porém, que a miséria mais triste é a pobreza espiritual, a falta de doutrina e de participação na vida de Cristo.

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Ponto de São Josemaria Escrivá, reproduzido integralmente com autorização e sincronizado da fonte oficial.

Fonte: Escriva.org