CARTA 1

18

Eu quis, filhos queridíssimos, descrever-vos alguns traços do nosso modo de santificar a vida ordinária, convertendo-a em meio e ocasião de santidade própria e alheia. Alcançaremos esse fim se tivermos presente esta condição: que cuidemos da importância das pequenas coisas.

É oportuno relembrar a história daquele personagem20, imaginado por um escritor francês, que pretendia caçar leões nos corredores de sua casa e, naturalmente, não os encontrava. Nossa vida é comum e corrente: querer servir ao Senhor com grandes coisas seria como tentar caçar leões nos corredores. Assim como o caçador da história, acabaríamos de mãos vazias: as coisas grandes, geralmente, ocorrem apenas na imaginação, raramente na realidade.

Por outro lado, ao longo da vida, se o Amor nos move, quantos detalhes que podem ser cuidados nós encontraremos, quantas ocasiões para prestar um pequeno serviço, quantas contradições — sem importância — saberemos apreciar. Pequenas coisas que custam e são oferecidas por um motivo específico: a Igreja, o Papa, os teus irmãos, todas as almas.

Meus filhos, repito-vos mais uma vez: teríamos errado o caminho se desprezássemos as coisas pequenas. Neste mundo, tudo o que é grande é uma soma de coisas pequenas. Prestai atenção ao pequeno, que estejais nos detalhes. Não é obsessão, não é mania: é carinho, amor virginal, sentido sobrenatural em todos os momentos e caridade. Sede sempre fiéis nas pequenas coisas por Amor, com retidão de intenção, sem esperar na terra um sorriso ou um olhar de gratidão.

Temas deste ponto

Ponto de São Josemaria Escrivá, reproduzido integralmente com autorização e sincronizado da fonte oficial.

Fonte: Escriva.org